É comum classificar o manganês a partir do minério em que este encontra-se agregado. Temos assim:
- Minério de manganês - composto de mais de 35% de manganês puro;
- Minério ferruginoso - com uma quantidade de manganês variável entre 10 e 35%;
- Minério de ferro manganesífero - com uma quantidade de manganês variável entre 5 e 10%;
O elemento possui similaridades com o ferro, sendo duro e bastante frágil, refratário e de fácil oxidação. Em sua forma metálica, ele pode ser, por meio de um tratamento especial, transformado em ferromagneto (ímâ artificial criado a partir do ferro e elementos bastante similares em propriedades, como o manganês.
Os países industrializados da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão - com exceção da Rússia - possuem dependência extrema de reservas de manganês para suas indústrias siderúrgicas, sendo um mercado bastante vantajoso - como foi na prática - para países da economia periférica como o Brasil.
Em nosso país, a maioria das reservas concentram-se no estado do Mato Grosso, sendo porém, as maiores quantidades do minério extraídas nos estados do Pará (57,86% do total) e Minas Gerais (21,48%). Outras reservas dignas de menção são as dos estados do Amapá, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Goiás. Entre 1987 e 2000, porém, há uma significativa queda na produção, propagando logicamente um queda também na produção de ferroliga exatamente no mesmo período analisado. Antes dessa queda, o primeiro posto na produção nacional pertencia ao Amapá, com a ajuda de seu importante lavra na região da Serra do Navio.
Porém, este mesmo posto, bem como as jazidas de Urucum e Carajás no Pará foram fechadas, provocando um decréscimo na produção e a ocupação do primeiro lugar de produtor pelo estado de Mato Grosso. Mas, o manganês daquela área, de qualidade bastante inferior, torna as reservas de Minas Gerais as principais do país, apesar de sua menor quantidade.
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